
Publicado às 19h30
O BTG Pactual atualizou o modelo de Petrobras (PETR4) após os resultados do segundo trimestre (2T25), mantendo o preço-alvo inalterado em R$ 44 e recomendação de “compra”. A avaliação é que, embora o sentimento sobre commodities esteja mais pessimista e a percepção sobre a estatal tenha se deteriorado, o caso segue apresentando assimetrias positivas no horizonte de 12 a 18 meses.
O time de analistas reconhece a ausência de catalisadores imediatos e a possibilidade de anúncios de M&A, especialmente em etanol, afetarem o momento das ações.
Em relatório, analistas do banco escrevem que, do lado operacional, a expectativa é de produção no topo do guidance em 2025 e redução do capex em 2026, considerando o barril de petróleo Brent (referência para a Petrobras) projetado acima do preço médio de 2025. “Esse cenário sustenta geração de fluxo de caixa robusta, permitindo dividendos ordinários de yield próximo a 10-11% ao ano”, afirma o time do BTG.
A equipe também ressalta que a petroleira sinalizou interesse renovado em etanol e GLP, com possíveis movimentos já no segundo semestre deste ano, e calcula que um investimento de US$ 1 bilhão reduziria em apenas 0,6 p.p. o yield esperado para 2025, mas aquisições adicionais poderiam exigir alavancagem maior.
O BTG destaca ainda que o ciclo eleitoral de 2026 pode trazer catalisadores, já que maior clareza fiscal e macroeconômica poderia reduzir o custo de capital e sustentar uma valorização.
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