Eventos que podem impactar a Bolsa nesta semana

 

 

 

 

Publicado às 21h38

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Eventos no radar do mercado nesta semana:

Inflação oficial no Brasil

Na quarta-feira, 10, às 9h, o IBGE divulga o IPCA de agosto. Esse é o indicador oficial de inflação. Esse dado é importante para que analistas calibrem suas apostas sobre quando o Banco Central deve cortar os juros, o que impacta ações sensíveis a juros como as de empresas do setor de construção, varejo e tecnologia.

Inflação nos EUA

Dados de inflação nos Estados Unidos também serão acompanhados de perto. Na quarta-feira às 9h30, será divulgado o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de agosto. Esse indicador pode oferecer pistas sobre a pressão inflacionária na cadeia produtiva. Na quinta-feira, no mesmo horário, ocorre a apresentação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de agosto. Analistas projetam um corte nos juros da maior economia do mundo neste mês de setembro. O Banco Central americano informará sua decisão em 17 de setembro.

Petróleo

O mercado repercute uma informação divulgada neste domingo. Integrantes da Opep+, grupo formado pela Opep e países aliados, decidiram elevar a produção de petróleo em 137 mil barris por dia a partir de outubro. O aumento foi bem abaixo do que foi decidido no mês anterior. No último encontro, em agosto, o aumento acordado foi de 547 mil barris por dia para setembro.

Julgamento de Bolsonaro

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro entra na reta final. Analistas de mercado e o próprio governo federal projetam novas sanções dos Estados Unidos contra o Brasil motivadas pelo julgamento. O mercado acompanha se alguma eventual medida será contra empresas brasileiras. A previsão é que a conclusão do julgamento seja na sexta-feira.

Notícias corporativas

Jornal destaca o ‘apetite’ de André Esteves para comprar uma fatia da Cosan (CSAN3)

O blog do colunista Lauro Jardim, no jornal O Globo, destacou neste domingo as negociações do banqueiro André Esteves, sócio-controlador do BTG Pactual (BPAC11), para comprar uma fatia da Cosan (CSAN3). Segundo o blog, pelo “apetite que André Esteves vem demonstrando nas negociações”, se o negócio fechar “ele sai como co-controlador do grupo”.

O jornal não forneceu outros detalhes, mas o site NeoFeed reportou na última quinta-feira, 4, que a Cosan tem quatro propostas na mesa para capitalização e cita que Suzano, Mitsubishi, BTG Pactual e Perfin negociam capitalização na companhia, que pode chegar a R$ 10 bilhões.

Também na quinta-feira, 4, a Cosan divulgou em um fato relevante onde afirma que “avalia alternativas para aprimorar sua estrutura de capital e, em conjunto com a Shell, busca novos investidores para Raizen”. A Cosan ressaltou que tem sido “ativamente procurada” por interessados em potenciais investimentos em ambas as companhias.

Executivos assumem controle da Reag Investimentos (REAG3)

A Reag Investimentos (REAG3) informou na noite deste domingo, 7, que seus acionistas controladores fecharam um acordo de venda de ações com a Arandu Partners Holding, entidade pertencente aos principais executivos da gestora, uma operação no valor estimado de R$ 100 milhões.

Em um fato relevante enviado ao mercado, a Reag Investimentos detalha que suas acionistas controladoras Reag Asset Management e Reag Alpha Fundo de Investimento Financeiro em Ações celebraram com Arandu Partners Holding, contrato que tem por objeto a aquisição da totalidade das ações de titularidade dos atuais controladores, representativas de 87,38% do capital social da Reag Investimentos, pelo valor estimado de R$ 100 milhões, bem como sujeita ao pagamento de parcela contingente variável vinculada à receita operacional líquida da companhia pelo prazo de cinco anos.

O site do Valor Econômico informou que João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, acertou com os sócios-executivos a venda de sua participação.

Reag Investimentos também informou também na noite deste domingo que João Carlos Falbo Mansur formalizou sua renúncia ao cargo de presidente do conselho de administração da companhia; Altair Tadeu Rossato formalizou sua renúncia aos cargos de membro independente do conselho de administração e membro do comitê de auditoria e Fabiana Franco formalizou sua renúncia ao cargo de diretora financeira.

A consumação da operação de venda está sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de transação, bem como à realização, pela compradora, de oferta pública de aquisição de ações da Reag Investimentos por alienação de controle, em favor dos acionistas minoritários.

Em outro fato relevante divulgado também neste domingo a Reag Capital Holding afirma que a decisão da operação foi tomada com o objetivo de “proteger a integridade e a reputação da Reag Investimentos S/A, seus colaboradores, clientes e acionistas, diante das recentes e infundadas especulações às quais a companhia foi submetida, sendo esta a medida mais prudente para assegurar que a condução dos negócios e a governança corporativa permaneçam inabaláveis, sem qualquer interferência de tais narrativas”.

A Reag Investimentos foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal em agosto no âmbito de uma investigação que apura o papel de fundos de investimento e fintechs na lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

BR Partners (BRBI11) iniciará negociação do seu programa de ADRs dia 17 

A BR Partners (BRBI11) informou que no próximo dia 17 de setembro será iniciada a negociação do seu programa de American Depositary Receipt (ADR) Nível II com lastro em units da companhia. A instituição depositária dos ADRs é o Citibank. Cada ADR passível de emissão no âmbito do programa será lastreado em 4 (quatro) units listadas na B3. Os ADRs estarão admitidos à negociação na Nasdaq é o Código de negociação é ‘BRBI’. A companhia ressaltou que continuará com sua listagem na B3 (Brasil) e passará também a ser listada no mercado de ações norte americano através de recibos de ações (ADRs), por meio de um ticker (Nasdaq: BRBI), denominado em dólares americanos, com mecanismos de negociação e liquidação aderentes às regras da Nasdaq, bem como da legislação e supervisão local.

A BR Partners explicou ainda que seu programa de ADR Nível II não confere nenhuma oferta de ações, bem como qualquer aumento no capital social da companhia ou captação de recursos.

B3 (B3SA3): conselho aprova 10ª emissão de debêntures 

A B3 (B3SA3) informou que seu conselho de administração aprovou a realização da décima emissão de debêntures simples não conversíveis em ações, da espécie quirografária, para distribuição pública, série única e com prazo de 5 anos. O montante total é de R$ 2,6 bilhões.

A emissão faz parte da gestão ordinária dos negócios da companhia, sendo que os recursos líquidos obtidos serão utilizados para o resgate antecipado facultativo da totalidade das debêntures da sétima emissão, explicou a B3.

B3 anuncia projeto para redução do ciclo de liquidação de ações para D+1

A B3 (B3SA3), a bolsa do Brasil, anunciou na sexta-feira, 5, que está conduzindo um projeto com participantes do mercado para reduzir o ciclo de liquidação de ações de D+2 para D+1. A mudança, prevista para entrar em vigor em fevereiro de 2028, é mais um passo importante para alinhar o Brasil a outros mercados, como Estados Unidos e Europa, que já adotaram ou estão em processo de adotar o ciclo D+1.

O aumento da eficiência operacional é um dos principais benefícios que a redução do ciclo de liquidação poderá trazer para o mercado brasileiro, afirma a B3. A companhia identificou que a adoção de novas tecnologias e a implementação de inteligência artificial são fundamentais para otimizar os serviços financeiros, reduzir a fricção os processos operacionais e garantir uma transição segura e eficiente.

“A redução da fricção nos processos não só facilitará a implementação de um ciclo de liquidação mais ágil, mas também poderá trazer benefícios em termos de custos e competitividade para o mercado financeiro brasileiro”, afirma Viviane Basso, Vice-Presidente de Operações – Emissores, Depositária e Balcão da B3.

Para garantir a eficácia dessas mudanças, a B3 criou um Comitê da Indústria, formado por representantes das grandes instituições financeiras para definir os temas prioritários e promover uma discussão ampla sobre as diretrizes e as tomadas de decisão necessárias para essa evolução no mercado local. Esse comitê também é responsável por convidar reguladores e associações do mercado para pautas e reuniões específicas.

Além disso, grupos técnicos de trabalho serão organizados para debater temas relacionados à execução do planejamento. Após realizarem estudos aprofundados, esses grupos irão relatar suas conclusões ao Comitê da Indústria, que, por sua vez, terá a reponsabilidade de elaborar um plano de ação dessa migração no mercado brasileiro.

A transição está planejada para fevereiro de 2028, prazo necessário para que toda indústria possa se preparar, testar seus sistemas e coordenar as ações para que a transição ocorra sem gerar riscos para o mercado ou para os investidores.

“O cronograma estendido e a criação de grupos de trabalho específicos para a construção de um plano de migração que atenda às particularidades do mercado brasileiro são fundamentais para mitigar riscos e construir soluções robustas. Para avançarmos, precisamos de um esforço conjunto e colaborativo entre todos os atores envolvidos”, explica a executiva.

A B3 ainda vai definir, com a Câmara da Indústria, como acontecerá esse plano de migração até 2028. Há dois caminhos possíveis: uma migração faseada, por ativo, como aconteceu no mercado indiano, ou uma mudança com data única, como feita no mercado americano.

Alpargatas (ALPA4): debenturistas aprovam anuência prévia para redução de capital

A Alpargatas (ALPA4) divulgou que os titulares das debêntures da 2ª série da sua 2ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, reunidos em assembleia geral de debenturistas, aprovaram a anuência prévia para a redução do capital social da companhia, no valor de R$ 850 milhões, sem o cancelamento de ações, mediante a restituição de valores ao acionistas.

Dessa forma fica atendida a condição necessária para que a proposta de redução de capital seja submetida à deliberação dos acionistas em outra assembleia. No dia 10 de setembro será realizada a assembleia geral extraordinária para votar o tema.

BRB (BSLI3) se manifesta sobre notícia na imprensa

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pediu ao BRB (BSLI3) que esclarecesse a matéria jornalística divulgada na sexta-feira, 5, no Estadão, sob o título: “BRB desiste de recorrer de decisão do Banco Central que vetou compra do banco Master”.

Em um comunicado divulgado na noite de sexta-feira, 5, o BRB afirma que, até o presente momento, não teve acesso ao processo que fundamentou a decisão do Banco Central. O BRB esclareceu que somente após a disponibilização integral dos autos será possível avaliar, de forma técnica e fundamentada, as alternativas cabíveis.

“Deste modo, a companhia reitera que, tão logo tenha acesso às informações necessárias e delibere sobre o assunto, manterá o mercado e seus acionistas devidamente informados”, explicou o banco.

PetroReconcavo (RECV3) divulga dados de produção de agosto

A PetroReconcavo (RECV3) informou os dados de produção e entrega referentes ao mês de agosto de 2025. A produção média do mês de agosto foi de 26,4 mil boe/dia, queda de 1,6% em relação ao mês anterior, refletindo, principalmente, queda de produção no Ativo Potiguar.

No Ativo Potiguar, a produção foi de 12,8 mil boe/dia, 2,1% inferior em relação ao mês anterior, sendo a produção de petróleo de 8,2 mil bbl/dia e a de gás de 4,6 mil boe/dia. Segundo a PetroReconcavo, a produção de petróleo apresentou redução de 2,8% em relação ao mês anterior, impactada pelo processo de workover de um poço de alta vazão, com a necessidade de desligamento de um poço adjacente em função do compartilhamento da estrutura de escoamento, que durou 13 dias.

No Ativo Bahia, a produção foi de 13,6 mil boe/dia, redução de 1,1% em relação ao mês anterior, sendo a produção de petróleo de 7,4 mil bbl/dia e a de gás de 6,2 mil boe/dia.

Ambipar (AMBP3) confirma que CVM abriu processo sancionador 

A Ambipar (AMBP3) confirmou na sexta-feira, 5, que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo sancionador contra alguns de seus executivos. A informação havia sido divulgada mais cedo pelo jornal O Globo.

“O referido processo tem por objeto a análise de suposta irregularidade relacionada à aquisição de ações de emissão da própria companhia no âmbito do Programa de Recompra de Ações, em possível descumprimento ao limite de 10% das ações em circulação (free float), conforme previsto na Lei nº 6.404/76 e na Resolução CVM nº 77/2022”, afirmou a Ambipar em um fato relevante enviado ao mercado.

Ainda segundo a companhia, “o objetivo principal do Programa de Recompra de Ações foi viabilizar o Programa de Incentivo de Longo Prazo destinado aos seus executivos, com o propósito de fortalecer o alinhamento entre a gestão e os interesses dos acionistas”.

A companhia informou também que exercerá seu direito de defesa nas instâncias competentes.

A Ambipar destacou que esse processo sancionador em questão não guarda relação com o processo que tratou da obrigatoriedade de realização de oferta pública de aquisição (OPA) por parte do acionista controlador, o qual já foi extinto, com decisão pela não obrigatoriedade da OPA.

Agenda de provento da semana:

Segunda, 8

Vulcabras (VULC3)

A Vulcabras tem ‘data-com’ nesta segunda-feira, 8, para os dividendos intermediários anunciados em 14 de agosto. A partir do dia 9 as ações serão negociadas ex-direito aos dividendos intermediários. O valor é de R$ 300 milhões. O valor por ação é R$ 1,10. A data de pagamento será em 22/09/2025.

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo paga nesta segunda-feira, 8, dividendo e JCP. O dividendo é no valor de R$ 0,075 por ação. Os juros sobre o capital próprio são no valor de R$ 0,09 por ação. Tem direito ao dividendo e aos JCP quem tinha ações da companhia no dia 26 de agosto de 2025.

Terça, 9

JHSF Participações (JHSF3)

A JHSF Participações paga na terça-feira, 9, mais uma parcela de dividendo anunciado em 31 de março. A data-base foi 29 de agosto. O valor da parcela é de R$ 0,03.

Quarta, 10

Grendene (GRND3) 

A Grendene paga na quarta-feira, 10, o dividendo anunciado em 7 de agosto no valor de R$ 0,11 por ação. Terão direito ao recebimento titulares de ações ordinárias inscritos nos registros da companhia em 21 de agosto de 2025 (data do corte).

Quinta, 11

Log (LOGG3) 

A Log paga na quinta-feira, 11, dividendo anunciado em 4 de agosto no valor de R$ 0,23 por ação ordinária. Esses dividendos serão pagos com base na posição acionária de 8 de agosto de 2025.

Camil (CAML3) 

A Camil paga na quinta-feira, 11, dividendo e JCP anunciados em 28 de agosto. Os JCP são no valor bruto de R$ 19 milhões, correspondente ao valor bruto unitário de R$ 0,05 por ação ordinária. O dividendo é no valor de R$ 6 milhões, correspondente a R$ 0,01 por ação ordinária. Terão direito ao dividendo e aos JCP acionistas detentores de ações ordinárias de emissão da companhia na data base de 3 de setembro de 2025.

Sexta, 12

BRB (BSLI3; BSLI4)

O BRB – Banco de Brasília paga na sexta-feira, 12, juros sobre o capital próprio (JCP) referente ao 1° semestre de 2025, no montante de R$ 146.384.816,13. Essa quantia corresponde ao valor bruto de R$ 0,29 por ação ordinária e R$ 0,32 por ação preferencial. Terão direito ao recebimento dos JCP acionistas detentores de ações na data de 03/09/2025.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Bbas3, Brkm5, Csan3, Embr3, Isae4, Wege3, Mdne3 e de Lavv3. Acesse aqui o vídeo.

 

 

 

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